Convite à perversão

Rita Helena Sousa Ferreira Gomes

Resumo


Partindo de problemas referentes à inserção da arte, e mais especificamente da música, nas escolas, o artigo propõe uma reflexão sobre o modo ‘tradicional’ de pensar as artes e algumas de suas consequências. O aqui chamado ‘modo tradicional’ reenvia a uma compreensão da lógica dualista reforçada e tornada ponto de arrimo do conhecimento pela epistemologia moderna que aparta, dentre outras coisas: música e cotidiano, ciência e arte, seriedade e prazer. Sendo uma crítica a essa lógica vigente, o artigo convida a uma perversão do usualmente posto e ao acolhimento: a) da complexidade da realidade; b) de uma noção alargada de música e educação musical; c) do diálogo e da subjetividade nas aulas de música; ensaiando as possibilidades que daí podem advir. O texto se encerra apresentando brevissimamente o paradigma criado pela professora Susan O’Neill, Transformative Music Engagement (TME), como afinado com as ideias aqui propostas.


Palavras-chave


Educação Musical. Música. Filosofia Moderna. Dualismo. Complexidade.

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OPUS - Revista Eletrônica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM)
ISSN 0103-7412 (versão impressa, 1989-2008), ISSN 1517-7017 (versão online, 2009- )